Metarriz Biocontrol®
São diversas as espécies de cigarrinhas que prejudicam a agricultura. Dentre elas, as cigarrinhas da cana-de-açúcar e das pastagens. As espécies de cigarrinhas mais importantes são Mahanarva fimbriolata (cigarrinha-da-raiz), Mahanarva posticata (cigarrinha-da-folha), Mahanarva rubicunda identata (cigarrinha-do-cartucho) na cana-de-açúcar, Notozulia entreriana, Deois flavopicta e M. fimbriolata (cigarrinhas-das-pastagens) no pasto, sendo responsáveis por grandes prejuízos em todo o Brasil.

A cigarrinha-da-raiz suga a seiva e injeta toxinas nas plantas, causando desnutrição, desidratação e atrofia de colmos, ocasionando a seca das folhas e perda na produção,danos estes semelhantes aos causados pelas outras cigarrinhas. As perdas causadas por essa praga podem chegar a 60% da produção agrícola e industrial, na cana-de-açúcar. As cigarrinhas-das-pastagens são responsáveis por perdas de 15%, em média, na produção de massa verde, causando a “queima” das pastagens.

O fungo Metarhizium anisopliae, que causa a doença-verde em diversas espécies de insetos, é um dos mais eficazes controladores biológicos das diversas espécies de cigarrinhas que ocorrem na agricultura. A Biocontrol produz e comercializa o Metarriz Biocontrol®, com o apoio técnico do Instituto Biológico de Campinas, SP. Esse fungo é produzido em arroz de ótima qualidade, sob condições excelentes de assepsia, obedecendo a um rigoroso controle de qualidade para garantir grande eficiência de germinação e virulência no campo e a ausência de contaminantes. O fungo é reativado em ninfas da cigarrinha-da-raiz criadas em laboratório.

O Metarriz Biocontrol® tem conseguido excelentes resultados no controle da cigarrinha-da-raiz na cana-de-açúcar quando aplicado nas condições ideais para o desenvolvimento do fungo. Os mesmos resultados têm sido obtidos para as cigarrinhas-das-pastagens.

Controle Biológico das cigarrinhas-das-raízes da cana-de-açúcar com o fungo Metarriz
“É um controle barato, eficiente e com responsabilidade social.”
O controle biológico com o fungo entomopatogênico Metarhizium anisopliae vem se destacando como principal método de controle, por não ser agressivo ao meio ambiente e por ser mais barato que o método químico. A oviposição por fêmea de cigarrinha é em média 300-350 ovos no solo, próximos às raízes das touceiras. Nos meses mais secos e frios, esses ovos entram em diapausa. Sua ocorrência é de outubro a abril, surgindo com as primeiras fortes chuvas. A umidade do solo é fundamental para a sua proliferação. As ninfas sugam a seiva das raízes e das radicelas, protegidas por uma espuma branca. Ocorrem cinco mudas de pele (ecdises). O ciclo médio é de 65-80 dias (ovos: 15-20 dias; ninfas: 35-40 dias; adultos: 15-20 dias). Ocorrem até quatro gerações no ano.

Os principais danos vistos são plantas desnutridas, desidratadas e ressecadas. Folhas com manchas amareladas e posteriormente avermelhadas e secas. Os adultos injetam toxinas nas folhas. A redução da área verde da cana decorrente da sucção pelas ninfas e adultos interrompe o processo de fotossíntese, causando atrofia da cana e encurtamento dos entrenós (gomos), reduzindo o armazenamento do açúcar e podendo causar perdas agrícolas e industriais da ordem de até 60%.

Os inimigos naturais desta praga são de grande importância. A mosca Salpingogaster nigra é considerada a principal predadora de ninfas. Suas larvas predam de 30 a 40 ninfas por ciclo e ocorrem de 2 a 3 gerações por geração da cigarrinha. O Batkoa apiculata é um fungo nativo exclusivo de adultos. Deixa o inseto fixo nas folhas com as asas abertas. Algumas Usinas da região de Sertãozinho-SP mostraram controles de até 40% com Batkoa em levantamentos recentes. É importante frisar que esta alta população de Batkoa aparece apenas em áreas onde foi aplicado Metarhizium anisopliae, possivelmente pela maior debilidade da cigarrinha.

Sobre o nível de controle, a Biocontrol recomenda iniciá-lo quando atingir uma população superior a 1 ninfa/metro linear de média no talhão e em áreas historicamente potenciais da praga. Com este procedimento evitam-se riscos de aumentos populacionais. As ninfas começam a aparecer cerca de 15-25 dias após o início das primeiras chuvas. O levantamento deve ser feito com intervalos nunca superiores a 15 dias para variedades mais susceptíveis e 30 dias para variedades menos susceptíveis, em 8 pontos/ha de 1 metro, totalizando 8 metros/ha.
Levantamentos realizados mostram que poucas são as áreas com infestações superiores a 5 ninfas/metro, certamente menos de 15% da cana crua cortada, viabilizando a introdução do fungo com o objetivo de reduzir a população da cigarrinha e estabelecer o equilíbrio biológico da área.

O controle biológico não é poluente, não provoca desequilíbrios biológicos, é duradouro e aproveita o potencial biótico do agroecossistema, não é tóxico para os homens e animais e pode ser aplicado com máquinas convencionais com pequenas adaptações.

Recomendações para transporte, aplicação, dosagem e armazenamento do fungo Metarhizium anisopliae para o controle biológico da cigarrinha da raiz em cana-de-açúcar, consulte nosso departamento técnico.

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