Tecnologia Agrícola
Controle biológico no algodão

Imagem retirada de https://cdn.noticiasagricolas.com.br/dbimagens/6e72c5e94ecf33fca5b317d47229d219.jpg
Imagem retirada de https://cdn.noticiasagricolas.com.br/dbimagens/6e72c5e94ecf33fca5b317d47229d219.jpg

 Com o objetivo de debater os avanços tecnológicos do controle biológico na cotonicultura, o 11º Congresso Brasileiro do Algodão (11º CBA), organizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) promoveu uma sala temática que reuniu alguns dos maiores especialistas do assunto no país. Na vanguarda da defesa vegetal, o controle biológico vem sendo cada vez mais disseminado como alternativa para reduzir as pragas da lavoura.

A sala temática 'Controles biológicos das pragas do sistema' contou com a participação da pesquisadora e coordenadora do Centro de Recursos Biológicos de Agentes de Controle Biológico da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Rose Monnerat; do pesquisador do Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMAmt) Carlos Marcelo Soares, e do diretor executivo da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa), Lício Sairre.

Na sua palestra, Carlos Marcelo Soares falou sobre o trabalho que o IMAmt vem desenvolvendo, no sentido de aprimorar as tecnologias aplicadas ao controle biológico de pragas. Segundo ele, o estado do Mato Grosso já conta com três biofábricas instaladas, duas em fase piloto, para criação de organismos como bactérias, fungos e vírus que são utilizados no combate a lagartas e outros tipos de ameaças à lavoura do algodão.

Avançando ainda mais, Soares revela que a biotecnologia pode atuar também para promover o desenvolvimento das plantas.  "Uma bactéria ou um fungo não tem só uma função. Pode-se usá-los para matar um nematóide, mas como produzem outras substâncias, podem também ajudar a planta a crescer", explica o pesquisador.  

Por sua vez, o diretor executivo da Amipa falou sobre a biofábrica de produção de macroorganismos criada há três anos pela associação. A unidade produz a  vespa trichogramma, utilizada para combater pragas do algodoeiro e de outras culturas. Ela atua devorando os ovos das lagartas que atacam as lavouras. "A vespinha é importante para o controle biológico de diferentes culturas, a exemplo do algodão, tomate e soja", disse Lício Sairre, mostrando entusiasmo com os resultados já alcançados.

"A introdução de um único agente biológico já nos trouxe a redução no uso dos defensivos químicos e o aumento dos polinizadores naturais da lavoura. Tudo está dando certo, e a tendência é que, a partir do próximo ano, já possamos ofertar novos insetos. Outro aspecto importante é a redução do custo financeiro. Pelo menos, nos primeiros 100 dias da planta, antes do ataque do bicudo, conseguimos economizar bastante no uso de defensivos, utilizando o controle biológico", afirmou Sairre.


Fonte: Portal DBO, com informações da Embrapa


RGB Comunicação - Agência de Internet e Produtora de Vídeo
Rua das Orquídeas, 29 – Chácara Recreio Planalto – CEP 14176-416 – Sertãozinho/SP
E-mail: biocontrol@biocontrol.com.br