Tecnologia Agrícola
Controle biológico de pragas na agricultura

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O uso de vírus, fungos e bactérias e de predadores naturais – como joaninhas, aranhas e ácaros – para combater pragas na agricultura, o chamado controle biológico de pragas, é uma alternativa aos tradicionais agrotóxicos menos agressiva ao meio ambiente e ao homem. Em seminário da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, da Câmara dos Deputados, especialistas discutiram estratégias para estimular essas tecnologias. O vice-presidente da Associação Brasileira de Empresas de Controle Biológico, Ari Gitz, apontou as mudanças de hábito e o desejo dos consumidores de adquirirem alimentos livres de químicos como principais motivadores para o mercado de biodefensivos, que já movimenta 4 bilhões de dólares por ano, no mundo. No Brasil, são 56 empresas e 195 produtos registrados.

Ari Gitz destacou que o controle biológico de pragas já é uma alternativa viável. “Eles funcionam muito bem e podem ocupar o espaço dos químicos, sim. Podem controlar insetos e doenças, mas é uma tecnologia nova. Nós temos no Brasil uma cultura do uso de químicos, mas isso está sendo mudado lentamente”, afirmou. O gargalo para o maior uso de biodefensivos, segundo a associação, é a difusão do conhecimento e a capacitação técnica em todo País. A Embrapa já atua para otimizar o controle biológico de pragas e promoveu uma caravana a 18 estados e 35 polos de produção levando a tecnologia.

O biólogo Sérgio da Silva, pesquisador da Embrapa, explicou que o controle biológico é mais uma ferramenta para o manejo integrado de pragas. Ele citou uma experiência na qual o biodefensivo foi mais eficaz que o agroquímico para o combate à helicoverpa, lagarta que atinge as lavouras de milho, soja e algodão. “Era uma praga exótica que não tinha no Brasil até 2013. Os produtores estavam usando produtos químicos para uma praga que não conheciam, e essa praga era resistente geneticamente aos produtos, então, tivemos que propor o uso de controle biológico com vírus e bactérias”, relatou o pesquisador.


Fonte: Diário da Amazônica, com informações da Agência Câmara


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