Tecnologia Agrícola
Cerca de 2 milhões de vespas combatem greening no Paraná

Imagem retirada de http://www.brasilagro.com.br/conteudo/dama-da-noite-no-combate-ao-greening.html
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Ainda que o principal problema fitossanitário da citricultura, o greening, não possa ser erradicado, o pesquisador Rui Pereira Leite, do Iapar (Instituto Agronômico do Paraná), afirma que existem tecnologias o bastante para prevenir e controlar a praga. As ações mais básicas são a eliminação de plantas doentes para evitar a contaminação de todo o laranjal e a aplicação de pesticidas para o inseto psilídeo que é vetor das bactérias que causam o problema. "Não há uma única medida de controle, mas várias", diz Leite.

Uma alternativa que tem dado bons resultados é a liberação da Tamarixia radiata, conhecida como "vespinha tamarixia", em áreas onde não se faz pulverizações contra o vetor da bactéria que causa o greening. No Paraná, o Iapar, em conjunto com parceiros como a Cocamar Cooperativa Agroindustrial, já liberou cerca de 2 milhões de vespinhas em pomares caseiros, laranjais abandonados, no meio de pastagens e em regiões urbanas em que há o plantio da árvore ornamental conhecida como dama-da-noite, cujo cheiro atrai o psilídeo.

O projeto com a vespa começou no Paraná em 2016 e também é desenvolvido em São Paulo, por meio de entidades como o Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura). "Os resultados são promissores, porque começamos pensando em produzir 25 mil vespas ao mês e já chegamos a passar de cem mil", diz Leite. "Se o produtor fizer a parte dele, ao lado desse controle biológico, consegue-se manter a doença em níveis baixos e continuar na atividade por um longo tempo", completa o pesquisador.

O coordenador técnico de culturas perenes da Cocamar, Robson Ferreira, afirma que existem registros de greening em várias regiões do Paraná, mas que a doença é bem controlada entre os 300 citricultores cooperados do grupo. "Quem faz várias inspeções ao ano, erradica plantas afetadas, faz o alerta em caso de aumento da população de vetores para que todos da região possam fazer pulverizações de controle ao mesmo tempo, esse tem boa produção e vai continuar a ter", conta.

O maquinário não é opcional, mas necessário. Por isso, o gerente industrial da Integrada, Paulo Rizzo, afirma que a recomendação – que ele ressalta não ser uma proibição – é que o produtor destine no mínimo 12 hectares para a citricultura, de forma a diluir custos e facilitar a compra de equipamentos como pulverizadores. "A cultura da laranja exige tecnologia adequada e controle de pragas, então áreas pequenas podem causar prejuízo ao próprio produtor que não consegue investir nisso."


Fonte: Folha de Londrina


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